O mercado financeiro atravessa um período de elevada volatilidade e incerteza, reflexo de um cenário global ainda complexo, com tensões geopolíticas, ruídos fiscais domésticos e dados econômicos que seguem pressionando as expectativas. Nesse ambiente, as apostas para a reunião desta semana permanecem divididas, mas o time de Macro do Inter avalia que o Copom deve entregar uma queda de 0,25 p.p. na Selic, um movimento mais cauteloso, que sinaliza atenção à dinâmica inflacionária antes de acelerar o ritmo de afrouxamento.

Do ponto de vista de alocação, seguimos com preferência por títulos de inflação longa (IPCA+), que continuam entregando prêmios reais atrativos para o investidor de médio e longo prazo. No curto prazo, porém, os pós-fixados devem performar bem: com a Selic ainda elevada, e a perspectiva de manutenção de juros altos por mais tempo, o CDI segue sendo uma âncora eficiente para a parcela mais conservadora da carteira.
