Palavra da Estrategista | Outubro 2026
Setembro pagou bem quem apostou no Brasil. O Ibovespa subiu 5,03%, no melhor mês desde janeiro, e fechou aos 186 mil pontos, acumulando alta de 15,65% no ano. O dólar terminou em R$ 5,17. Por trás do movimento estão a volta do investidor estrangeiro, a queda dos juros e o trade eleitoral, com pesquisas mais apertadas animando o mercado.
Lá fora, o Fedmudou de direção: subiu os juros para a faixa entre 3,75% e 4%, a primeira alta desde 2023. Mas a inflação americana abaixo do esperado no fim do mês já reacendeu apostas de pausa na reunião de outubro.
Por aqui, o Copom cortou a Selic para 13,75% e deixou os próximos passos em aberto. Com a ajuda da deflação de agosto, o alívio chegou à renda fixa, e o Tesouro IPCA+ de longo prazo voltou a pagar menos de 7% acima da inflação pela primeira vez desde maio.
Outubro é o mês da prova. O primeiro turno é no dia 4, o segundo pode vir no dia 25, e o Copom só volta a se reunir em novembro. Com boa parte do otimismo já no preço, cada pesquisa tende a mexer com o mercado. Torcida não é estratégia: diversificação e disciplina valem mais do que tentar acertar as urnas.
