Renda Variável


Por dentro dos FIIs!

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Matheus Diniz

Publicado 10/mar

Destaques semanais dos Fundos Imobiliários (3 a 7 de março)

Bem-vindos à nossa newsletter semanal do mercado de Fundos de Investimento Imobiliário. Nesta edição, trazemos um resumo dos Informes trimestrais e fatos relevantes dos Fundos Imobiliários, que impactaram cada setor nos últimos dias.

Boa leitura!

Principais notícias e Fatos Relevantes da semana:

Logística:

GGCR11: O fundo firmou uma carta de intenções para vender um imóvel em Pirituba (SP) por R$ 35,25 milhões. A venda pode gerar um lucro extraordinário de R$ 0,04 por cota. A concretização depende do cumprimento de exigências em até 75 dias, continua focado em sua estratégia de ativos logísticos, com geração de caixa previsível. O impacto da venda pode melhorar a rentabilidade no curto prazo. 

RBRL11: O fundo distribuiu R$ 0,70 por cota, com um dividend yield anualizado de 14,64%. O patrimônio líquido totalizou R$ 708 milhões, com 0% de vacância física. O fundo apresentou um retorno total negativo de -19,05% nos últimos 6 meses, impactado pela desvalorização das cotas. Mantém ativos logísticos diversificados, distribuindo rendimentos consistente. 

Papel: 

OUJP11: O fundo passou a ser gerido pela FAR, após a incorporação das gestoras Fator Asset, Fator Innovation e Fator Reico. A mudança faz parte da reestruturação do Grupo Fator, sem impacto direto para os cotistas. Nenhuma mudança na estratégia ou carteira foi reportada. A gestão permanece inalterada, garantindo continuidade operacional.

LIFE11: O fundo passou a integrar a carteira teórica do IFIX, com 0,22% de participação. A distribuição do mês foi de R$ 0,12 por cota, resultando em um dividend yield de 15,66% a.a.. O retorno do fundo ficou em 120,41% do CDI bruto (141,66% líquido), com um patrimônio líquido de R$ 338 milhões . 

MXRF11: O fundo distribuiu R$ 0,09 por cota, resultando em um yield anualizado de 12,38%. O patrimônio líquido atingiu R$ 4,0 bilhões, com 1,27 milhão de cotistas. O fundo mantém uma estratégia de alocação de 80% em CRIs e 20% em permutas financeiras e FIIs, buscando otimizar retornos no mercado secundário .

Lajes Corporativas:

FATN11: aumentou sua ABL de 25 mil m² para 27 mil m², totalizando 93 lajes corporativas distribuídas em 53 edifícios em São Paulo, com 91 locatários. A receita operacional cresceu 6,55%, enquanto a receita de locação aumentou 10,31%, chegando a R$ 3 milhões. O resultado operacional teve um avanço de 1,44%, mas as despesas cresceram 23% devido a custos pontuais com laudos de avaliação. Durante o período, o fundo adquiriu 10 novas lajes e manteve sua taxa de vacância em 4,9%. 

Fundos de Fundos:

XPSF11: O fundo iniciou uma estratégia de reciclagem da carteira, alienando ativos com prejuízo caixa para substituí-los por posições de maior retorno esperado. Além disso, a gestão avalia aumentar a exposição em CRIs indexados ao CDI, visando maior proteção em momentos de incerteza econômica. No mês, o fundo distribuiu R$ 0,06 por cota, mantendo um dividend yield anualizado de 13,26% . 

KFOF11: O fundo teve alta de 4,86% na cota patrimonial, acima do IFIX (+3,34%). A valorização da cota de mercado foi de 6,28%, reduzindo o desconto frente ao valor patrimonial para 12,31%. O rendimento mensal foi de R$ 0,75/cota, e o fundo segue alocando capital em ativos com elevado desconto no mercado. 

Shoppings:

BPML11: O Fundo registrou um resultado operacional superior ao projetado para fevereiro de 2025. As vendas nos shoppings cresceram mais de 10% em comparação com o mesmo período do ano anterior. A distribuição de rendimentos permaneceu em R$ 1,07 por cota, resultando em um dividend yield anualizado de 17,6%. O portfólio do fundo não sofreu alterações. 

CPSH11: desempenho sólido em 2024, com alta taxa de ocupação e crescimento nas vendas. No Shopping Cidade Jardim, a ocupação chegou a 98,9%, com aumento de 16,7% nas vendas por m². O Iguatemi Fortaleza atingiu 96,7% de ocupação, com crescimento de 12,5% nas vendas. O Iguatemi Alphaville teve 94,4% de ocupação e vendas 14,1% superiores ao ano anterior. Já o Catarina Fashion Outlet manteve 100% de ocupação, com avanço de 5,5% nas vendas por m². Para 2025, a expectativa é de continuidade no crescimento do setor e no consumo.

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