Renda Variável


RARA11: invista nas terras raras

Leandro Martins

Leandro Martins

Publicado 16/jul

Resumo

Minerais que impulsionam a inteligência artificial, carros elétricos e a nova geopolítica mundial

Nos últimos anos, poucos temas ganharam tanta relevância no mercado financeiro quanto a Inteligência Artificial, a transição energética e a disputa geopolítica entre as grandes potências mundiais. Apesar de parecerem assuntos distintos, todos eles possuem um elemento em comum: a enorme necessidade de terras raras e minerais estratégicos.

Esses elementos são indispensáveis para a fabricação de veículos elétricos, turbinas eólicas, smartphones, semicondutores, data centers, robôs industriais, equipamentos médicos, sistemas militares e diversas outras tecnologias que devem impulsionar o crescimento global nas próximas décadas.

Para o investidor brasileiro, uma das formas mais simples de participar dessa tendência é por meio do RARA11, um ETF listado na B3 que oferece exposição internacional ao setor de terras raras e metais estratégicos.

O que é o RARA11?

O RARA11 é um ETF gerido pela Investo que busca replicar o desempenho do VanEck Rare Earth and Strategic Metals ETF (REMX), um dos principais fundos do mundo dedicados às empresas que atuam na cadeia de terras raras e minerais estratégicos.

Na prática, ao investir no RARA11, o investidor passa a ter participação em diversas empresas globais ligadas à mineração, extração, beneficiamento e processamento desses minerais essenciais para a economia moderna.

Tudo isso pode ser feito diretamente pela B3, em reais, sem necessidade de abrir conta em corretoras internacionais.

O que são terras raras?

Apesar do nome, as terras raras não são necessariamente minerais extremamente escassos. O grande desafio está na extração, separação e refino, processos altamente complexos, caros e que exigem elevado conhecimento tecnológico.

Entre os elementos mais conhecidos estão o neodímio, disprósio, térbio, lantânio e praseodímio, utilizados principalmente na produção de ímãs permanentes de alta potência, fundamentais para motores elétricos, robôs, drones e turbinas eólicas.

Além deles, a cadeia também envolve minerais estratégicos como lítio, níquel, grafite e cobalto, igualmente importantes para baterias e eletrificação da economia.

Por que esse tema ganhou tanta importância?

O crescimento da demanda por minerais estratégicos acontece simultaneamente em diversas frentes.

A eletrificação da frota mundial exige enormes quantidades de metais para baterias e motores elétricos.

A Inteligência Artificial impulsiona investimentos bilionários em data centers, semicondutores e infraestrutura tecnológica.

A expansão das energias renováveis aumenta a necessidade de turbinas eólicas, painéis solares e sistemas de armazenamento.

Ao mesmo tempo, as tensões geopolíticas levaram diversos países a buscar maior independência na cadeia global de fornecimento desses minerais, reduzindo a concentração da produção em poucos países.

Essa combinação faz das terras raras um dos segmentos considerados mais estratégicos para o crescimento econômico global.

Como é composta a carteira?

O RARA11 investe em empresas internacionais que atuam em diferentes etapas da cadeia produtiva de minerais estratégicos.

Entre elas estão mineradoras, produtoras de terras raras, empresas de refino e companhias ligadas à produção de metais críticos utilizados em tecnologias avançadas.

Essa diversificação reduz o risco de concentração em apenas uma empresa e permite capturar o crescimento de todo o setor.

Quais são os principais benefícios?

Entre os principais diferenciais do RARA11 destacam-se:

  • Exposição a uma megatendência global;
  • Participação na cadeia de minerais estratégicos;
  • Benefício da expansão da Inteligência Artificial;
  • Potencial da transição energética;
  • Diversificação internacional;
  • Empresas líderes do setor;
  • Investimento simples pela B3;
  • Gestão profissional e rebalanceamento periódico.

Quais são os riscos?

Como qualquer ETF de renda variável, o RARA11 está sujeito às oscilações do mercado.

Além disso, empresas ligadas à mineração costumam apresentar maior volatilidade, influenciadas por preços internacionais das commodities, demanda global, câmbio e fatores geopolíticos.

Por isso, o ETF tende a ser mais indicado como uma posição temática dentro de uma carteira diversificada, especialmente para investidores com horizonte de longo prazo.

Vale a pena investir?

O RARA11 oferece acesso a um dos setores mais estratégicos da economia mundial. A crescente demanda por Inteligência Artificial, veículos elétricos, infraestrutura energética e tecnologias de defesa deve continuar elevando a importância dos minerais críticos nas próximas décadas.

Para investidores que desejam diversificar internacionalmente e participar dessa tendência estrutural sem precisar selecionar empresas individualmente, o RARA11 representa uma alternativa prática, diversificada e acessível diretamente pela B3.

Como sempre, a decisão de investimento deve considerar seus objetivos, perfil de risco e estratégia de longo prazo. ETFs temáticos podem agregar potencial de crescimento à carteira, mas funcionam melhor quando utilizados de forma complementar dentro de uma alocação bem diversificada.

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