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ETFs: entenda a importância para os investidores

Leandro Martins

Leandro Martins

Publicado 21/set

Resumo

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Diversificação, praticidade e acesso a diferentes mercados em um único investimento. Os ETFs vêm ganhando espaço nas carteiras dos investidores justamente por reunir essas características e permitir exposição a ações, renda fixa, mercados internacionais e até setores específicos da economia. Conheça melhor esse mercado e alguns dos principais ETFs da Investo disponíveis na B3.

O que são ETFs?

ETF é a sigla para Exchange Traded Fund, ou fundo negociado em bolsa. Na prática, funciona como uma cesta de investimentos que busca acompanhar o desempenho de determinado índice ou estratégia.

Ao comprar uma única cota de um ETF, o investidor pode ter exposição a dezenas, centenas ou até milhares de ativos, dependendo da estratégia escolhida. E tudo isso é feito diretamente pela Bolsa, de maneira semelhante à compra e venda de uma ação.

Essa característica ajuda a explicar por que os ETFs se tornaram uma ferramenta tão importante para a construção de carteiras. Em vez de selecionar individualmente diversos ativos, o investidor consegue acessar uma carteira diversificada por meio de um único código de negociação.

Por que os ETFs ganharam tanta importância?

Uma das principais vantagens dos ETFs é a diversificação. Imagine um investidor que queira ter exposição às maiores empresas do mundo. Comprar individualmente ações de centenas de companhias seria uma tarefa complexa e exigiria um volume elevado de recursos.

Por meio de um ETF, essa diversificação pode ser obtida com a compra de uma única cota.

Além disso, os ETFs podem facilitar o acesso a mercados e estratégias que muitas vezes parecem distantes do investidor brasileiro. Hoje existem fundos negociados na B3 que oferecem exposição à economia global, tecnologia, semicondutores, ouro, mercado imobiliário americano, renda fixa internacional, títulos públicos brasileiros e até Bitcoin.

Outra característica importante é a transparência. Como os ETFs normalmente seguem índices ou metodologias previamente estabelecidas, o investidor consegue conhecer a estratégia e acompanhar a composição da carteira.

Isso não significa, naturalmente, que ETFs não tenham riscos. O comportamento de cada fundo depende dos ativos que fazem parte de sua carteira. Um ETF de ações globais, por exemplo, apresenta características de risco muito diferentes de um ETF formado por títulos do Tesouro Selic.

Quem é a Investo?

Uma das empresas que ajudaram a ampliar esse mercado no Brasil é a Investo, atualmente a maior gestora independente de ETFs do país.

A gestora nasceu com a proposta de ampliar e simplificar o acesso dos brasileiros aos ETFs e, desde 2024, faz parte do grupo VanEck, gestora internacional fundada em Nova York e com décadas de atuação no mercado global.

A Investo conta atualmente com dezenas de ETFs negociados na B3, oferecendo estratégias que passam por renda fixa brasileira, ações nacionais, mercados internacionais, setores específicos e ativos alternativos.

Isso permite que o investidor utilize ETFs não apenas para uma exposição à Bolsa, mas como diferentes peças na construção de uma carteira diversificada.

Conheça alguns ETFs da Investo

Entre os ETFs disponíveis atualmente, algumas alternativas ajudam a mostrar a variedade de estratégias que podem ser acessadas pela Bolsa.

WRLD11 – Economia Global

O WRLD11 é uma das alternativas para quem busca diversificação internacional. O ETF replica no Brasil o VT, da Vanguard, que investe em cerca de 10 mil empresas espalhadas por mercados desenvolvidos e emergentes.

Na prática, uma única cota permite exposição a companhias dos Estados Unidos, Japão, Reino Unido, Canadá, China, Taiwan e diversos outros mercados.

USTK11 – Tecnologia Americana

Para quem busca uma exposição mais direcionada ao setor de tecnologia dos Estados Unidos, existe o USTK11. O fundo replica no Brasil o VGT, ETF da Vanguard que reúne mais de 300 empresas americanas ligadas à tecnologia.

É uma maneira de acessar pela B3 um setor que possui peso muito maior no mercado americano do que na Bolsa brasileira.

CHIP11 – Semicondutores

Os semicondutores estão no centro de diversas transformações tecnológicas, da inteligência artificial aos data centers, veículos e equipamentos eletrônicos.

O CHIP11 acompanha um índice composto por empresas ligadas à fabricação de chips e equipamentos relacionados à indústria de semicondutores, permitindo uma exposição mais específica a esse segmento.

GLDX11 – Ouro

O GLDX11 oferece exposição ao preço do ouro em dólar. O metal é tradicionalmente utilizado como instrumento de diversificação e pode apresentar comportamento diferente de ações e outros ativos financeiros em determinados momentos do mercado.

ALUG11 – Mercado imobiliário dos Estados Unidos

O ALUG11 permite acessar o mercado imobiliário americano por meio de uma carteira de REITs, estruturas semelhantes, em alguns aspectos, aos fundos imobiliários brasileiros.

Dessa forma, o investidor consegue diversificar geograficamente sua exposição ao setor imobiliário sem precisar abrir uma conta no exterior.

LFTS11 – Tesouro Selic

ETFs não são utilizados apenas para investir em ações. O LFTS11 é um exemplo de ETF de renda fixa e possui uma carteira composta por títulos públicos ligados à Selic.

É uma alternativa que mostra como os ETFs também podem ser utilizados para acessar títulos públicos de maneira simples pela própria Bolsa.

LFTB11 – Tesouro Selic e IPCA+

O LFTB11 combina títulos pós-fixados ligados à Selic com títulos indexados à inflação. Sua estratégia busca acompanhar uma carteira de títulos públicos com duração controlada, oferecendo outra possibilidade dentro dos ETFs de renda fixa.

NTNS11 – Tesouro IPCA+

Já o NTNS11 oferece exposição a títulos públicos indexados à inflação, as NTN-Bs, com vencimentos mais curtos. Pode ser utilizado por investidores que procuram exposição à inflação por meio de uma carteira diversificada de títulos públicos.

HODL11 – Bitcoin

Para quem deseja exposição ao mercado de criptoativos, o HODL11 acompanha o preço do Bitcoin. A negociação ocorre diretamente pela B3, sem que o investidor precise administrar uma carteira digital ou realizar diretamente a custódia do criptoativo.

ETFs podem simplificar a construção de uma carteira

O crescimento dos ETFs amplia as possibilidades disponíveis para o investidor brasileiro. Atualmente, é possível acessar pela B3 desde títulos do Tesouro Nacional até milhares de empresas espalhadas pelo mundo.

Isso permite pensar nos ETFs como verdadeiros blocos de construção de uma carteira.

Um ETF pode representar a parcela de renda fixa, outro a exposição internacional, outro determinado setor da economia e assim por diante. O investidor consegue, dessa maneira, combinar diferentes estratégias de acordo com seus objetivos, horizonte de investimento e tolerância ao risco.

Mais importante do que simplesmente escolher um ETF é entender qual índice ou estratégia ele acompanha, quais ativos estão dentro da carteira, os riscos envolvidos e qual função aquele investimento terá dentro do portfólio.

Com o avanço desse mercado no Brasil e o aumento da variedade de produtos oferecidos por gestoras como a Investo, os ETFs tendem a ocupar um espaço cada vez mais relevante nas carteiras dos investidores brasileiros.


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