Renda Variável


Compra de Suzano (SUZB3)

Leandro Martins

Leandro Martins

Publicado 20/ago

Resumo

Análises e recomendações

A Suzano (SUZB3) é uma das maiores produtoras de celulose do mundo, com posição de liderança especialmente na celulose de eucalipto, além de atuação relevante em papéis e produtos de base renovável. A companhia se destaca pela grande escala de produção, ativos florestais próprios, elevada eficiência operacional e estrutura de custos competitiva, fatores que ajudam a sustentar margens mesmo em períodos mais desafiadores do ciclo da celulose.

Entre os destaques fundamentalistas estão a forte geração de caixa, expansão da capacidade produtiva, receitas majoritariamente ligadas ao mercado internacional e exposição ao dólar, além do foco crescente na redução da alavancagem. No 1T26, a companhia registrou R$ 11 bilhões de receita líquida, EBITDA ajustado de R$ 4,6 bilhões e lucro líquido de R$ 4,3 bilhões, enquanto o custo caixa de produção de celulose ficou em R$ 802 por tonelada. Como contraponto, SUZB3 permanece bastante sensível aos preços internacionais da celulose, câmbio e nível de endividamento.

O ativo apresenta viés de alta no curto prazo, após reagir sobre a região de suporte entre R$ 40,00 e R$ 41,00 e passar a formar fundos ascendentes, respeitando a LTA iniciada no final de junho.

O forte candle comprador da última sessão, acompanhado de aumento de volume, reforça a entrada de força compradora e aproxima o papel da importante resistência entre R$ 44,50 e R$ 45,30.

O rompimento dessa região de resistência pode funcionar como gatilho para continuidade da alta, abrindo espaço inicialmente para R$ 47,30 e, posteriormente, para a faixa de R$ 49,40.

Por outro lado, uma perda dos R$ 43,20 enfraqueceria o movimento no curtíssimo prazo, enquanto a região de R$ 41,00 permanece como suporte mais relevante e referência para proteção da estratégia.


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