A PRIO (PRIO3) é a maior petroleira independente do Brasil e construiu seu crescimento com uma estratégia focada na aquisição e revitalização de campos maduros, buscando aumentar a produção e reduzir o custo por barril.
Fundamentalmente, a companhia vive um novo ciclo de expansão, impulsionado principalmente por Wahooe Peregrino, que elevaram significativamente sua escala de produção — no 2T26, a produção média ficou próxima de 170 mil barris de óleo equivalente por dia, com Wahoo já operando seus quatro poços produtores. Outro destaque é a elevada eficiência operacional: no 1T26, o lifting cost caiu para US$ 9,4 por barril, enquanto o EBITDA ajustado atingiu US$ 852 milhões e o lucro líquido chegou a US$ 460 milhões.
Com crescimento de produção, ganho de escala, custos competitivos e forte capacidade de geração de caixa, a PRIO mantém uma tese fundamentalista interessante para o médio e longo prazo, embora o investidor deva acompanhar a elevada dívida assumida na expansão, além da natural exposição da companhia às oscilações do petróleo e do dólar.
O ativo apresenta melhora importante da estrutura técnica, após formar fundo na região de R$ 51,00 – R$ 52,00 e iniciar uma recuperação consistente. Nas últimas semanas, o papel entrou em uma consolidação lateral entre aproximadamente R$ 56,00 e R$ 61,00, que pode ser interpretada como uma região de acumulação. O pregão mais recente chama atenção pela forte reação compradora, com fechamento em R$ 61,62 (+5,10%), novamente testando e superando a parte superior dessa congestão. A melhora da relação preço/volume e a retomada do fluxo comprador reforçam o cenário de recuperação.
O principal gatilho de compra fica na confirmação do rompimento da faixa de R$ 61,60 – R$ 62,00, preferencialmente com aumento de volume. Acima dessa região, PRIO3 abre espaço para buscar inicialmente R$ 62,80 - R$ 64,90 e, posteriormente, R$ 66,60, enquanto uma extensão do movimento poderia levar o ativo novamente para R$ 68,50 – R$ 70,50.
