A Carteira Mensal Capita encerrou o mês de junho com variação de -1,85%, enquanto o Ibovespa registrou desempenho de -1,01% no mesmo período. Apesar do resultado, a seleção das ações apresentou bom comportamento ao longo do mês, sendo o principal impacto negativo proveniente da exposição ao GOLD11, ativo que sofreu com a redução dos prêmios de risco após a acomodação das tensões no Oriente Médio.
Junho foi marcado por um ambiente de elevada volatilidade. O conflito na região ultrapassou a marca de 100 dias, alternando momentos de maior otimismo com novas escaladas de tensão, refletindo diretamente no comportamento do petróleo e dos mercados globais. Após atingir patamares próximos de US$ 120 por barril, a commodity encerrou o mês próxima aos níveis observados antes do agravamento do conflito.
No campo da política monetária, os investidores acompanharam as decisões da Super Quarta. Nos Estados Unidos, o Federal Reserve manteve a taxa de juros, enquanto o presidente Kevin Warshreforçou, em seu primeiro comunicado à frente da instituição, que novas elevações permanecem sobre a mesa caso a inflação volte a exigir uma postura mais restritiva. No Brasil, o Copom promoveu um corte de 0,25 ponto percentual, mas manteve um discurso cauteloso em relação ao comportamento da inflação, deixando o mercado dividido quanto à possibilidade de novos ajustes ao longo do ano.
Para o mês de julho, mantemos uma postura prudente. A carteira incorpora ativos que, sob nossa análise, apresentam fundamentos consistentes e configurações técnicas favoráveis, muitos deles negociados em importantes regiões de suporte, oferecendo uma relação risco-retorno atrativa para construção gradual de posição. Entre as novidades da carteira estão Vale, BrasilAgro, Fleury e Aura, enquanto preservamos a exposição internacional por meio do IVVB11, reforçando a diversificação geográfica e o equilíbrio do portfólio em um cenário que ainda exige disciplina e seletividade na alocação de capital.
Confira a carteira recomendada!
