Destaques
• O PIB do 4º trimestre cresceu 0,2%, abaixo da expectativa de 0,4%, e ficou 3,6% acima do mesmo período no ano anterior.
• Pelo lado da oferta, o destaque foi a queda do agro (-2,3%) e serviços estáveis (+0,1%). Pelo lado da demanda, a surpresa foi a queda do consumo das famílias em 1%, apesar da melhora no emprego e renda, a desaceleração do crédito com o maior aperto monetário e menor impulso fiscal contribuem para a desaceleração.
• O investimento foi positivo no trimestre, +0,4%, mas também representou forte desaceleração em relação à tendencia anterior.
• A taxa de investimento terminou o ano em 17% do PIB, mas a taxa de poupança teve nova queda para 14,5%, nível insuficiente para um patamar de crescimento sustentável da economia.
• Mesmo fechando o ano em 3,4%, após crescimento robusto no 1º semestre, vemos uma clara tendencia de desaceleração da economia, principalmente com o maior aperto monetário em curso.
Perspectivas
• Mantemos nossa estimativa de nova desaceleração em 2025 e crescimento do PIB em 1,5%, já considerando a esperada recuperação do agro.
• O esfriamento da economia é importante para o processo de queda da inflação, e reflete a maior restrição monetária tanto para o consumo como para o investimento, além do menor impulso fiscal.
• A queda na taxa de poupança ainda é um ponto de atenção para o crescimento sustentável do investimento. O elevado custo da dívida vem gerando déficit nominal significativo e impede uma expansão maior da economia.
• O cenário de desaceleração mais nítida da economia reforça nossa expectativa de fim de ciclo de alta da Selic mais próximo. Esperamos que a taxa suba até 14,75%, considerando que não haverá novas medidas de estimulo fiscal no cenário.

PIB no 4º trimestre de 2024
O crescimento do PIB desacelerou no 4º trimestre para 0,2%. Com isso, o crescimento acumulado em 12 meses foi de 3,4% a.a., em linha com nossa expectativa.

Desempenho Setorial – 4T24
Pelo lado da oferta, os destaques no trimestre foram os setores de construção e a indústria, enquanto pelo lado negativo o agro teve mais uma queda de 2,3%, acumulando -3,2% em 2024.


O PIB pela ótica da demanda
Pelo lado da demanda, o destaque no 4º trimestre foi queda de 1% no consumo das famílias, revertendo parte do crescimento anterior gerado pelo melhora no emprego e renda, maior crédito e impulso fiscal.


Taxas de Investimento e Poupança
A taxa de poupança teve nova queda alcançando 14,5% do PIB. O investimento teve leve recuperação para 17% do PIB, mas ainda é um baixo patamar para um crescimento potencial da economia acima de 2%.
