O Bitcoin operou a semana em compasso de espera, oscilando entre US$76 mil e US$79 mil sem conseguir sustentar nenhum dos impulsos de alta que apareceram. O índice de medo e ganância ficou em 39, ainda em zona de medo, com os movimentos de preço determinados pela incerteza macro e geopolítica.
As altcoins, de forma geral, acompanharam o ritmo fraco do Bitcoin, embora algumas tenham apresentado desempenho positivo durante a semana, mostrando que o mercado não está completamente paralisado.
Um acordo concreto com o Irã mudaria o encadeamento inteiro: petróleo caindo, pressão inflacionária cedendo, Fed com mais espaço para recuar do tom mais restritivo. Sem isso, o cenário macro que o mercado absorveu essa semana, com a probabilidade crescente de alta em junho, continua pesando.
A outra variável é a estreia de Warsh como presidente do Fed. Qualquer fala antes da reunião de junho pode mover expectativas antes mesmo do dado de inflação de maio ser publicado.
O que a semana mostrou é que apesar do cenário ruidoso o capital de risco não desapareceu, ele está seletivo. Quando aparece, vai para ativos com narrativa própria forte, como Hyperliquid. Entretanto, o Bitcoin, nesse ambiente, depende de um cenário macro favorável para andar de forma sustentável.
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