Perspectivas
O Bitcoin oscilou entre aproximadamente US$ 61 mil e US$ 66 mil ao longo da semana, com uma recuperação que ganhou algum fôlego na segunda metade do período, mas não conseguiu sustentar o movimento. O índice de medo e ganância encerrou a semana marcando 32, ainda firmemente na zona de medo.
Essa semana foi de reação, não de virada. O mercado cripto respondeu positivamente aos dados de inflação, mas sem catalisador forte o suficiente para sair do território negativo de sentimento ou confirmar uma tendência de alta com consistência.
A semana que vem concentra os dois eventos que podem definir como o mercado vai encarar o segundo semestre. A votação da CLARITY no Senado, se ocorrer, seria o maior catalisador regulatório para cripto desde os ETFs de Bitcoin. A reunião do Fed, com o dot plot atualizado e a coletiva de Warsh, vai definir se a queda de inflação de junho foi suficiente para mudar o tom oficial. E o conflito com o Irã segue como variável imprevisível: qualquer sinalização concreta de retomada de negociações alivia o petróleo e muda a leitura do cenário, uma nova escalada e intensificação do conflito faz o caminho inverso.
Do lado institucional, o que vale acompanhar é se os fluxos dos ETFs conseguem confirmar a virada que a semana passada sugeriu, mas que essa semana não sustentou. Esse é um “dado termômetro” confiável que destaca se a melhora no macro está ou não se traduzindo em demanda real por Bitcoin.
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