O índice de medo e ganância está em 71 pontos, ainda na faixa de ganância, um pouco abaixo dos 73 da sexta passada. O Bitcoin chegou a ultrapassar rapidamente os US$ 87 mil (R$ 455 mil) hoje, novo teste da máxima do ano atingida em janeiro, antes de recuar e operar perto de US$ 85 mil (R$ 445 mil), cada vez mais perto de zerar a perda acumulada em 2026, que começou com o ativo por volta de US$ 87,4 mil (R$ 457,1 mil).
Essa é a segunda semana seguida em que o Bitcoin sustenta esse patamar mais alto, mesmo sem uma melhora consistente no cenário macroeconômico. A leitura segue sendo a de um mercado disposto a antecipar alívio, mais do que a de um mercado reagindo a uma mudança de cenário já confirmada.
O ponto mais concreto para as próximas semanas é o CPI de setembro, que sai em 14 de outubro, duas semanas antes da decisão do Fed de 28 de outubro. O conjunto de dados mais recentes, PCE mais fraco, payroll bem abaixo do esperado e falas de Jefferson e Williams pedindo mais tempo, já reduziu bastante a chance precificada de uma nova alta de juros, mas esse CPI tende a pesar mais sobre a decisão final do Fed do que o payroll de hoje, porque é o dado de inflação mais recente antes da reunião.
Também vale observar se o petróleo volta a subir em resposta a essa escalada ou se a discussão europeia sobre liberar reservas estratégicas segue pressionando o preço para baixo. Ainda não há como dizer se esse momento mais tenso aponta para uma escalada mais séria ou para mais um recuo depois do choque inicial, como já aconteceu outras vezes desde junho.
Por fim, vale destacar que a demanda institucional por Bitcoin teve um ótimo resultado em setembro, com os ETFs revertendo todo o fluxo negativo do ano. Será interessante acompanhar se esse ritmo se sustenta nas próximas semanas, principalmente depois da desaceleração observada no fim do mês.
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