Market Strategy - Estratégia de Alocação
Julho seguiu o roteiro de junho: muito barulho, poucas mudanças de fato. As tensões no Oriente Médio continuaram pressionando o apetite a risco lá fora, e o Fedmanteve os juros entre 3,50% e 3,75%, mas com rachadura à vista: três dos doze membros do comitê já votaram por alta, sinal de que a divisão interna cresce sob o comando de Kevin Warsh.
Olhando para frente, agosto já chega com data marcada: o Copom se reúne nos dias 4 e 5, na primeira decisão de juros do segundo semestre, com o mercado apostando entre manutenção e corte de 0,25 p.p. Do lado de fora, o Fed só volta a se pronunciar em setembro, e por aqui a temporada eleitoral começa a entrar no radar como fonte extra de volatilidade.
E por falar em abertura de taxas: a combinação de tensão externa com piora fiscal doméstica fez o Tesouro IPCA+ chegar a pagar acima de IPCA+8% ao ano em vencimentos mais longos, e o Prefixado 2029 rendeu perto de 14,3%, os melhores níveis em anos. Pode não durar muito. Para quem busca travar juro real elevado ou prefixado, esse pode ser um bom momento para revisar a carteira de renda fixa com o assessor.
