EGIE3 - ENGIE Brasil
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A ENGIE é a maior operadora privada do setor elétrico no país. Com aproximadamente 10 GW de capacidade instalada, a companhia representa aproximadamente 6% de toda essa capacidade do sistema. Com uma ampla plataforma de ativos, a companhia atua nos campos de geração, transmissão e comercialização de energia, além de ter entrado recentemente no segmento de transporte de gás natural.
Dada a sua elevada dependência de ativos hídricos, o fator que oferece maior risco para as operações da companhia ainda é o risco hidrológico. Apesar disso, a companhia tem realizado um processo de transição energética, tendo anunciado nos últimos dois anos a venda de seus dois últimos ativos termelétricos, além de um robusto pipeline de investimentos em ativos por fonte de energia sustentável. Entretanto, a companhia está exposta à uma série de outros riscos, como por exemplo: (i) riscos regulatório, podendo trazer possíveis sanções implicadas pelos órgãos reguladores; (ii) risco de mercado, no caso de comportamento imprevisto nos volumes e preços do mercado de oferta e demanda de energia; (iii) risco de implantação, em relação a instalação e manutenção de seus ativos, com potenciais atrasos ou outros obstáculos que podem implicar em penalidades; (iv) risco sistêmico, no caso da variação de fatores macroeconômicos que possam impactar as atividades da companhia.
Análise completa
O ativo apresenta uma configuração técnica bastante favorável após confirmar o rompimento da importante região de resistência dos R$ 74,00. Desde então, o ativo desenvolve uma sequência consistente de topos e fundos ascendentes, evidenciando o fortalecimento da tendência de recuperação. O movimento também é acompanhado pela melhora do indicador de Tendência Preço/Volume (TPV), que permanece acima da média móvel, sugerindo entrada gradual de fluxo comprador e reforçando a convicção dos investidores na continuidade da alta.
No curto prazo, a manutenção das cotações acima da região rompida preserva o cenário positivo e aumenta a probabilidade de continuidade do movimento ascendente. O rompimento da região dos R$ 83,00, tende a abrir espaço para uma nova pernada de valorização, com potencial para buscar inicialmente a região de R$ 86,50 e, posteriormente, patamares próximos de R$ 90,00.

Leandro Martins
CNPI-P, Parceiro Inter