Taxa de desocupação avança para 6,5%
A taxa de desocupação avançou para 6,5%, abaixo das expectativas de 6,6%. Com o ajuste sazonal, a taxa de desocupação se manteve em 6,6%, num leve ritmo de alta após o maior avanço no desemprego em um mês desde janeiro de 2023. A população ocupada retrocedeu para 103,0 milhões e a população desocupada aumentou na margem para 7,2 milhões.

O emprego formal recua do recorde por fatores sazonais, mas segue num ritmo estável na pesquisa da Pnad. O número de trabalhadores formais chegou a 63,5 milhões, impulsionado pelo setor privado e autônomos e a taxa de informalidade reduziu de 38,6% para 38,3%. Pela primeira vez em três meses vemos um arrefecimento mais amplo na geração de emprego dentre as principais categorias observadas, sendo os empregos CLT os únicos que ainda resistem à tendência, apesar dos resultados recentes mais amenos por parte do Caged.

Massa salarial volta a bater recorde. A massa de rendimento real habitual somou R$339,51 bilhões, alta anual de 6,2%, e a massa real efetiva cresceu 5,8% no ano. O crescimento do rendimento médio habitual desacelerou em dezembro, com alta real de 3,7% em 12 meses. As leituras dos últimos meses seguem mistas neste sentido, e podem se direcionar para ganhos menores nas próximas publicações frente a um mercado de trabalho gradativamente menos aquecido.


Caged indica adição de 137 mil vagas
A geração de emprego formal em janeiro foi de 137 mil novas vagas, ante expectativa de 71 mil. O resultado maior que o esperado foi todavia abaixo do gerado em janeiro de 2024 (180 mil vagas), levando a variação em 12 meses no estoque de empregos formais para 1,65mi ante 1,69mi, e foi resultado de contratações mais fortes na indústria e um ressurgimento da atividade no agro após os episódios de quebra de safra do ano passado. Todavia, os resultados na construção, comércio e serviços no geral demonstraram continuação da desaceleração na geração de vagas, indicando que os prováveis impactos da política monetária restritiva continuam a surtir efeito.

Apesar dos resultados melhores que o esperado no Caged e na Pnad, a leitura qualitativa dos dados indica uma geração de emprego que é menos ampla do que anteriormente encontrada, e a desaceleração no setor informal segue sendo um ponto de atenção. Notamos ainda que a taxa de participação na força de trabalho encerrou sua sequência de melhoras e caiu após dois meses de estabilização, na primeira redução desde os primeiros meses de 2024. Os resultados do mercado de trabalho no geral seguem mistos mas apontando para um arrefecimento, indicando que a atividade econômica, apesar de mais amena, não está perdendo força de maneira brusca. De todo modo, seguimos atentos para as próximas leituras da Pnad, que devem incorporar gradualmente as menores contratações líquidas encontradas no Caged.
