Análise


O Mercado na Semana

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André Valério

Publicado 05/jul1 min de leitura

O Mercado na Semana

A bolsa brasileira sobe 1,9% na primeira semana do 2º semestre, reduzindo a queda acumulada no ano. O S&P também fecha subindo 1,9%. Já o dólar tem queda de 2,3%, devolvendo parte da intensa depreciação do real das últimas semanas.

Brasil

Nessa semana tivemos dados da balança comercial mostrando saldo de US$6,7 bi em junho, quase US$1 bi a mais que o esperado pelo mercado. Apesar da queda na margem, a balança comercial tem apresentado resultados robustos, o que ajuda a aliviar a pressão sobre o câmbio. Também tivemos dados da produção industrial referente a maio com queda de 0,9%. Foi a primeira divulgação após o desastre ambiental no RS e o resultado sugeriu um impacto menos intenso que o esperado pelo mercado. Os esforços para a reconstrução do estado e auxílio financeiro às famílias podem gerar impacto positivo na atividade nos próximos meses. Os dados de junho da produção de veículos mostraram alta de 27%, o que deve influenciar uma recuperação marginal da indústria no próximo mês. Ainda assim, passados os efeitos dos estímulos fiscais do início de ano, a política monetária restritiva deve frear o crescimento da atividade nesse segundo semestre. Por fim, o governo anunciou um contingenciamento de R$25,9 bi em despesas obrigatórias, sinalizando maior comprometimento com os gastos fiscais, o que foi bem recebido pelo mercado, acalmando o estresse provocado pelas últimas críticas ao Banco Central e levando câmbio e juros futuros a recuarem.

Internacional

Os dados do Payroll de adição de empregos nos EUA vieram acima do esperado, mas a taxa de desemprego aumentou e teve revisão da divulgação dos últimos 2 meses que retirou 111 mil empregos previamente anunciados, indicando que a tendência é de desaceleração do mercado de trabalho americano, como sugere, também, os outros dados de emprego, principalmente os pedidos de seguro-desemprego. Além disso, os salários se mantém em tendência de desaceleração. Aumentam as chances do início do ciclo de cortes ocorrer na reunião de setembro, uma vez que o FOMC, na figura do Powell, tem se mostrado mais sensível à dados negativos de atividade do que de inflação.

Próxima Semana

Na próxima semana teremos divulgação do IPCA de junho, além de outros índices de inflação como IGP-DI e INPC. Também serão divulgados dados de atividade medidos pelos índices de volume de comércio e serviços do mês de maio. Nos EUA, teremos mais 2 discursos do Powell e divulgação da inflação ao consumidor e ao produtor, além de dados de vendas no atacado.


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